CUIABÁ, JOÃO SCARAVELLI E HUDSON CESAR TERIAM ARMADO CONTRA O MIXTO, CONFIRA ANÁLISE DO RADIALISTA ANTERO


Cuiabá teria se reunido com o procurador antes do TJD, que tinha parecer pronto mesmo sem conhecer os argumentos. Fatos evidenciam possível armação para tentar derrotar o Mixto no TJD



O radialista e comentarista esportivo Antero Paes de Barros comentou como foi a vitória do Mixto no Tribunal de Justiça Desportiva, que julgou o caso Jean Carlos inocentando o Mixto.

Antero fez duras críticas à forma como foi conduzido o processo de julgamento da questão. Afirmando que "a decisão de ontem [quarta 18] foi absolutamente correta e absolutamente justa", o ex-senador disse ser normal a procuradoria ter recebido a reclamação do Cuiabá pedindo a perca de pontos do Mixto, baseando-se no art. 214 do CBDF. Mas declarou ser inaceitável o que ele chamou de conluio entre o Promotor de Justiça  e o Juiz da causa.

"Não posso entender, nem aceitar. No direito brasileiro, você não pode ter um conluio entre o procurador de justiça e o juiz da causa. Por exemplo, o procurador não pode se reunir com o juiz para dizer eu vou pedir e você concede. O promotor tem que fazer o papel dele, fazer a petição e pedir. E o juiz tem que fazer o papel dele, de conceder ou não e julgar aquilo que o promotor pediu", afirmou Antero.

Segundo o cronista esportivo, a relação explícita entre o procurador Hudson Cesar Melo Faria e o presidente do TJD,  João Vicente Scaravelli, é falta de ética. "há uma inconsistência ética no comportamento do presidente do tribunal, o senhor João Vicente Scaravelli", disse.

Antero fez a denuncia que o procurador Hudson Faria e João Scaravelli dividem o mesmo escritório. "Ambos despacham no mesmo telefone profissional, ambos atuam juntos. Não é normal você atuando junto. Isso aqui na justiça comum seria um escândalo mundial. Isso aqui na justiça esportiva não pode continuar assim" defendeu.

O jornalista Antero relembrou que Scaravelli, que está há 15 anos na presidência do TJD, trouxe "prejuízo ao campeoanto" ao parar a competição com uma liminar.

Antero denunciou também que o procurador Hudson Cesar trouxe seu parecer já escrito, impresso em uma folha, sem mesmo ter ouvido as partes no julgamento. "Não adiantava você provar nada ali, que ele já estava com o parecer pronto contra o Mixto. Trabalhando no mesmo escritório do Sacaravelli".

O áudio da Rádio Industrial foi acrescentado na hora do julgamento pelo Cuiabá como prova contra o Mixto, no entanto, espantosamente já constava no parecer escrito do Dr. Hudson, levando a crer que o Cuiabá e o procurador se reuniram antes do plenário do TJD.

"Quer dizer que o procurador se reuniu antes com o Cuiabá, quer dizer que o procurador acertou isso antes com o Cuiabá Esporte Clube. Não é possível, em nome da dignidade do exercício da função de procurador do Tribunal de Justiça, que isso que continue na Federação Mato-grossense de Futebol" disparou Antero.

Estranhamente, no parecer do procurador também já constava até o depoimento do árbitro Marcelo Alves, mesmo antes do árbitro depor ao plenário do TJD. 

Fonte: Mixtonet (texto) - CBN/Cuiabá (gravação do audio)
19/04/2012