FOI DE GOLEADA, MIXTO FAZ 4 A 1 NO TRIBUNAL, DERROTA ACUSAÇÃO DO CUIABÁ E AGORA VAI COM TUDO PARA A SEMIFINAL


Mixto é absolvido ao comprovar erro de súmula
Em um verdadeiro show do advogado  Osvaldo Sestário Filho, o Mixto foi inocentado pelo pleno da Tribunal de Justiça Desportiva - TJD, ao provar que o meia Jean Carlos havia cumprido suspensão automática no jogo diante do Rondonópolis e que a súmula do primeiro cartão amarelo, do jogo contra o Atlético, estava errada ao atribuir o cartão a outro jogador. O Mixto mostrou também que, mesmo com a súmula estando errada, o clube não agiu de "má fé" ao escalar o jogador em outras partidas. 

O julgamento começou ruim para o Mixto, tudo indicava para o ganho de causa da acusação feita pela procuradoria, que acatou a notificação de infração feita pelo Cuiabá E.C. Mas o Mais Querido virou o jogo.

Estranhamente dois procuradores faziam a acusação contra o Mixto, o normal sempre foi apenas um.

Na defesa preliminar o advogado Osvaldo Sestário defendeu que não havia irregularidade no jogo contra o Cuiabá, pois o cumprimento da suspensão automática aplica-se somente no primeiro jogo após o cartão amarelo, que seria contra o União.

O pleno rejeitou a tese apresentada na preliminar pelo advogado mixtense e entendeu que a punição pelo recebimento do terceiro cartão é válido até o jogo que seja cumprido a punição.

Após a preliminar, a procuradoria chamou para interrogação os árbitros dos jogos em dúvida: Alinor Paixão, Wagner Rawey e Marcelo Alves. O objetivo da acusação era por fim ao assunto após declaração dos árbitros contra o Mixto. Um absurdo chamar árbitros para depor contra um determinado time. Vários questionamentos foram feitos.

O advogado alvinegro, experiente,  aproveitou-se da situação e partiu para o interrogatório do árbitro Marcelo Alves, que apitou o jogo entre Mixto e Atlético, jogo no qual o Jean Carlos tomou o primeiro cartão que possibilitou a acumulação de três cartões até o cumprimento da suspensão no jogo contra o Rondonópolis.

Ao ser questionado por Osvaldo Sestário, o árbitro Marcelo ficou em dúvida e disse não ter certeza se o cartão foi realmente aplicado ao Jean Carlos ou ao Jeanzinho, consequentemente não se pode afirmar que a súmula do jogo está correta. A súmula anota o cartão para o Jeanzinho, mas Mixto defendeu que quem recebeu o cartão foi o Jean Carlos. Recortes de jornais, sites, e depoimentos de um jornalista reforçou o argumento.

O advogado do Mixto alegou que o advogado do Cuiabá não podia fazer a denúncia, pois não era beneficiário da denúncia feita pela procuradoria, somente o União. rapidamente o advogado do Cuiabá apresentou uma procuração que lhe dava o direito de ser o advogado do União!

Sestário discursou alegando que era muito estranho o interesse do Cuiabá no caso, pois o único beneficiário de uma punição do Mixto seria o União, e não o Cuiabá. Defendeu também que futebol tem que ser jogado dentro de campo e questionou o porque do Cuiabá querer escolher o adversário, "qual o interesse do Cuiabá com isso?" perguntou, comovendo o plenário do TJD.

A defesa do Tigre era muito ágil e sempre buscava utilizar as provas que a acusação trazia contra ela mesma.

Achando que resolveria o caso, o advogado do União/Cuiabá pediu para somar mais uma prova na acusação e apresentou um audio da Rádio Industrial Band do jogo entre Mixto e Atlético. A ideia era provar que o cartão amarelo foi sofrido pelo Jeanzinho e não pelo Jean Carlos.

Eis que o feitiço virou contra o feiticeiro. O advogado do Mixto percebeu que no audio da Rádio Industrial o Jeanzinho recebia o cartão amarelo por simular um penalti, e na súmula o cartão amarelo refere-se a um empurrão que o atleta havia dado. Osvaldo Sestário alegou contradição entre a súmula e o audio e questinou: Qual está certo, é possível utilizar como prova dois instrumentos que se contradizem?

Votação
Após todos os argumentos colocados, da defesa e da acusação, iniciou-se a votação. O primeiro voto, do relator, foi contra o Mixto, e deu um susto em todos. Mas o Mixto virou o "placar" e terminou com 4 votos a favor da defesa, inocentando o Mixto pois o time não agiu de "má fé" e não pode-se provar que o primeiro cartão do Jean Carlos não foi recebido por ele, estando a súmula errada e contraditória.

Justiça foi feita, e, para a tristeza de muitos pseudos-jornalistas (quase funcionários do Cuiabá), o jogo da semifinal vai ser definido no campo como manda o bom futebol, e não no tapetão.

Centenas de torcedores do Mixto acompanharam tudo pelo lado de fora da federação e comemoraram muito com a decisão do TJD.

"Ganhamos a primeira, fora de campo, agora vamos ganhar também dentro de campo" declarou um torcedor bastante feliz.

Fonte: Mixtonet - Foto: Craques do Rádio
19/04/2012