17.2.13

OPINIÃO: "ATÉ QUANDO?". Radialista Adilson Gonçalves* analisa os gestores que passaram pelo Mixto, as consequências e o ciclo vicioso


Até quando?

Até quando vamos assistir o maior time do estado de Mato Grosso caminhando a passos largos rumo ao fim. Parece sensacionalismo, mas não é nada disso. Basta olharmos os últimos anos do Mixto que teremos um panorama bem claro daquilo que estou falando.

Há muito o Alvinegro de tantas glórias e conquistas vem colecionando derrotas, decepções e vexames.  Diante desta triste realidade eis que surge o seguinte questionamento: De quem é culpa ou quem são os culpados? O Mixto ainda é um time viável? Quem colocou ou quais foram as pessoas que colocaram o clube nesta situação? Dá pra mudar esta triste realidade?

Estas parecem ser perguntas sem resposta, mas não é bem assim. Digo que os grandes culpados desta decadência estiveram e alguns ainda insistem em permanecer aí. 

No futebol moderno não há espaço para gestores amadores, desorganizados e sem compromisso com a transparência. Nos últimos anos tivemos todo tipo de gestores no Mixto.

Tivemos gestor paternalista, aquele que parece ser bom, pois tem boas intenções e é honesto, mas não consegue falar e por limites aos comandados, além de tomar para si os problemas dos outros. 

Tivemos gestores ditatoriais, este demonstra liderança, disposição, mas é centralizador e já mais admite sugestões, palpites ou ser questionado em suas decisões. Este, geralmente não presta contas e quando presta não gosta que elas sejam reprovadas ou questionadas. Geralmente é centralizador e gosta de ser o centro das atenções, ou seja, é egocêntrico. 

Outro tipo de gestor que passou pelo Mixto é o permissivo: O lema deste grupo de gestores é: "deixar como está para ver como fica". Em geral, este gestor é uma pessoa muito insegura que tem receio de assumir responsabilidade. Ao contrário do ditatorial, que só dava ordens, o liberal não dá instrução alguma. 

Cada um de seus auxiliares faz o que quer e como bem entende. Na há divisão de trabalho na repartição das responsabilidades. A confusão é completa. A sua direção gera atritos e desorganização entre os membros. Une-os apenas uma ligação efetiva e certo desejo de conseguir um objetivo comum.

Temos também o gestor democrático, bem, acho que alguém com esta característica há muito não passa pela presidência do Mais Querido, pois esse sabe que, com a ajuda do grupo, será mais fácil resolver os problemas. Respeita o homem e crê nele. Consegue a cooperação do grupo pela a sua competência, paciência, tolerância e honestidade de propósitos. Não dá ordens: dá o exemplo, estimulando em vez de ralhar. Toda a sua atenção está concentrada para o que o pessoal pense. Sabe obter o máximo de produtividade por meio do máximo de vontade. Todos participam das atividades comuns e têm ideia clara dos objetivos e meios para consegui-los. Há livre intercâmbio de ideais e discussão clara dos membros necessários para atuar. 

O gestor democrático permite uma autocrítica comum de todos os membros e aprofunda a consciência da responsabilidade de todos e de cada um nos objetivos comuns. Progressivamente vão aparecendo nos grupos os líderes naturais. O coordenador deve atrai-lo e formá-lo para a liderança.


Mixto, um ciclo vicioso

Há muito se ouve falar da redenção Alvinegra, do levante em prol do crescimento do Mixto Esporte Clube. Há muito fala-se em projetos, em planejamento e reorganização do Mais Querido.

Ocorre que isso tudo não passou de falácias e demagogia barata que serviram apenas para iludir, ludibriar e causar falsa expectativa naquele que verdadeiramente ama o time, o torcedor. Este sim ama de paixão, sofre, chora, decepciona e faria tudo pelo time do coração. Aliás, o torcedor é com certeza o único patrimônio que Tigre tem. 

Ouve-se muito dizer que comandar o Mixto é um verdadeiro calvário para a alguns gestores, ou, para a maioria dos que passaram por aí. Todos sem distinção reclamam e querem justificar o fracasso de sues mandatos. Primeiro com o fato de ter ficado sozinho no comando, ora, não precisa ser muito provido de inteligência pra perceber que o “gestor” que fica sozinho só demonstra claramente sua incompetência em aglutinar. Isso por si só já é um sinal de falta de conhecimento administrativo.

Há aqueles que dizem que "gastei muito com o Mixto, tive que tirar dinheiro do meu bolso para pagar divida", se sentindo verdadeiros heróis. Poise, este é o mais claro sinal de incompetência. Ou seja, quem tem instinto de gestor não se vê na necessidade de tirar do bolso, ou da própria conta para por no time, pois o bom gestor busca meios para fazer o clube se manter pelas próprias pernas.


Já ouvi muitos dizerem que tomou prejuízo comandando o Mais Querido. Oras, podem até ter tomado, mas foi por pura incompetência. E aí nos vem a seguinte pergunta: como pode alguém ficar à frente de um clube acumulando prejuízos, sem querer renunciar ao cargo? Afinal, se renuncias houve na presidência do Mais Querido, os motivos não foram estes citados.

A verdade é uma só: não tivemos diretorias profissionais no comando. Temos presidentes, e esses amadores demais para comandar um time tão grande. No futebol moderno não há espaço para amadores.

* Adilson Gonçalves é membro do Conselho Deliberativo do Mixto E.C, radialista e apresentador do programa CBN Cuiabá da Rádio CBN AM 590 16/02/2013 

1 comentários :

Odeney Miguel de Arruda on 17 de fevereiro de 2013 07:00 disse...

Hoje em dia não cresce no futebol quem não quer,basta ver outros grandes times do Brasil e do mundo como funcionam. Não entendo porque os torcedores do Mixto, Conselho Deliberativo e Torcidas Organizadas do mais querido, não exigem a renuncia da atual Diretoria e façam ali uma nova eleição? O Mixto ainda tem o que muitos times de Mato Grosso gostariam de ter que é a grande quantidade de torcedores, o Mixto é um time de massa, se não forem tomadas atitudes firmes logo, este(Mixto) correrá o risco de chegar ao fim do poço. Quem viver verá!.

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