15.5.14

Éder diz que vai recorrer contra bloqueio: "Não existe o sequestro de 100% da renda independente das despesas"


14/05/2014


 
O presidente do Mixto Esporte Clube, Éder Moraes, afirmou que a decisão da juíza Laiz Alcântara, do Núcleo de Conciliação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), de bloquear as contas do clube e da empresa M.S. Produções Artísticas, do empresário Mário Zeferino, no valor de R$ 1,1 milhão, é “incabível" e não vai gerar nenhum efeito prático.

“A decisão da juíza, eu respeito em nome do Judiciário de Mato Grosso, mas ela é esdrúxula”, disse ao MidiaJur.

Os bloqueios foram determinados após prestação de contas do empresário à Justiça Trabalhistas sobre os gastos e a renda do jogo entre Mixto e a equipe paulista  do Santos Futebol Clube, realizada no dia 2 de abril, na Arena Pantanal. A partida foi válida pela primeira fase da Copa do Brasil.

A renda deveria ser toda revertida para o pagamento de dívidas trabalhistas, conforme decisão judicial, mas cerca de R$ 400 mil foram utilizados no pagamento dos salários de fevereiro e março da equipe do Mixto, além de fornecedores.

“A decisão da juíza é uma forma de pressão que não cabe mais em pleno Século 21. E a gestão do clube, como fica? Qualquer um, em sã consciência, não iria direcionar o recurso e dar o calote em mais de 500 fornecedores e não pagar o salário dos jogadores. A própria Justiça do Trabalho fala que pagar salário é prioridade, e nós fizemos isso. Pagamos duas folhas a de fevereiro e a de março e efetuamos o pagamento de fornecedores, que estavam executando o Mixto”, disse Eder Moraes.
Mário Zeferino e Éder Moraes
O cartola do clube destacou que as dívidas que são objetos da disputa judicial foram adquiridas em gestões passadas, e ele não pode penalizar os atuais funcionários do clube e atrasar os salários de quem está trabalhando e deixar crescer ainda mais os débitos trabalhistas.

“Não sou Deus e nem salvador da pátria. Não vou resolver tudo. O que foi possível entregar à Justiça nós entregamos. A prestação de contas foi feita. Agora, a decisão está sendo analisada pelo setor jurídico da empresa, que é composto por quatro advogados, que verificam detalhe por detalhe do que foi decidido pela juíza ”, explicou.

Segundo Eder Moraes, a decisão seria uma espécie de “ameaça velada”.

“Não vão conseguir fechar as portas do clube. Nós não vamos deixar. Comigo, esse tipo de pressão não funciona. E essa decisão é arbitrária na sua integralidade”, afirmou.

Ainda segundo o dirigente, ele não descarta fazer uma representação contra a magistrada. “Se o jurídico do clube entender que cabe uma representação, eu vou fazer. Esse tipo de atitude não me assusta”, disse.

Laíce Souza / Mídia News

3 comentários :

Mixtonet on 15 de maio de 2014 03:08 disse...

EDER REAGE: "DECISÃO ESDRÚXULA E IMPRATICÁVEL"

O presidente do Mixto, Eder Moraes, reagiu com veemência no início da noite contra a decisão da juíza Laiz Alcântara Pereira, do Núcleo de Conciliação do Tribunal Regional do Trabalho, que bloqueou as contas da empresa MS Promoções, Eventos e Produções Ltda e do Mixto Esporte Clube, em questionamento a prestação de contas sobre o destino dado a renda do jogo entre o Alvinegro e o Santos, pela Copa do Brasil. “É esdrúxula, incabível e impraticável”, disse o dirigente mixtense.

Frisando que “como decisão judicial tenho que respeitar”, Eder mostrou-se inconformado com a atitude da juíza:

- Na minha interpretação é um abuso de autoridade. Não existe o sequestro de 100% da renda, independente das despesas, ignorando os gastos com a realização do evento. É uma forma de pressão aviltante, com o claro fim de me intimidar, intimidar o Mixto, intimidar o Mário (Zeferino, proprietário da MS, que foi o responsável pela promoção do jogo em questão). Uma pressão que não cabe mais no século XXI. Uma decisão com a qual não concordo, não posso concordar e vou reagir – garantiu.

Moraes antecipou que vai, em conjunto com o seu “corpo jurídico”, recorrer contra a decisão, lembrando que “é pra isso que existem as instâncias superiores, para corrigir erros e injustiças e, dependendo que meus advogados decidirem, podemos até denunciar a juíza no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e no próprio Tribunal Regional do Trabalho”.

Destacando que “o Mixto não é o único prejudicado”, Moraes argumentou eu “pela vontade da juíza ficariam sem receber os gandulas do jogo, a segurança pública, fornecedores e outros prestadores de serviços, despesas em geral, além dos jogadores que receberam duas folhas de pagamento graças a arrecadação desta partida”.

Finalizando, em tom irônico, disse que “não sou Deus, nem salvador da pátria. Não vão ser resolvidos 80 anos de problemas do Mixto no meu mandato de dois anos até agora. Até agradeço a confiança que a juíza depositou em mim, por achar que eu posso resolver todas as pendências que se acumulam há anos e anos no clube. Mas não vai ser desta forma. Quero tranquilizar a torcida do Mixto que não vamos aceitar esta injustiça passivamente”.

Fonte: Craques do Rádio

diego nunes on 15 de maio de 2014 11:28 disse...

deve tem que paga ou so os jogadores de fora que recebem

Anônimo disse...

Nenhum jogador de fora recebeu mixto net facam entrevista c oa jogadores de fora q foram para ai elea sairam sem salario e passagem e uns aibda pagatam a sua própria hospedagem.abraco Manoel

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