Diretoria pensa em jantar e leilão e presidente propõe que o Conselho assuma a base


Gatão, presidente do Mixto
Ainda devendo em torno de R$ 40 mil para jogadores e demais funcionários que participaram do Campeonato Mato-grossense o Mixto tenta se “reorganizar financeira e administrativamente”, conforme definição do presidente Paulo César Gatão. Um “jantar beneficente, seguido de um leilão” está sendo organizado para maio, mês de aniversário do clube. A reunião com o Conselho Deliberativo, marcada para a semana passada, acabou não apresentando resultados porque o clube não entregou a prestação de contas pedida.

– Ainda devemos em torno de 40 mil, temos algum dinheiro para entrar e estamos priorizando a quitação destes débitos. Já pagamos trinta mil da folha, liberamos os jogadores e desativamos a casa dos atletas. Só o Washington ainda está em Cuiabá e temos a recuperação do Bruno para custear. Nós, da diretoria, estamos trabalhando para quitar tudo e então iniciarmos um projeto de replanejamento do clube – afirmou o dirigente.

Segundo Gatão, um jantar beneficente e um leilão estão sendo organizados para o dia 18 de maio. “Vamos cobrar cinqüenta reais por pessoa para o jantar e devemos vender pelo menos quatrocentos convites. O leilão está sendo organizado pelo Zé Luis (Paes de Barros, ex-presidente). Ele, o Antero (Paes de Barros) e o Mário Cândia vão reunir com os amigos em torno de vinte animais, entre bois e cavalos. Com o leilão vamos conseguir uns cinqüenta mil”, acredita.

Depois de quitados os débitos o Mixto terá três prioridades, segundo o presidente:

– Vou propor que o Conselho Deliberativo assuma a responsabilidade sobre a base do Mixto, para que dê também sua contribuição efetiva para o clube. Também estamos fechando uma parceria com a UFMT (Universidade de Mato Grosso) através da qual poderemos usar toda a estrutura de lá, como academia, quadra, piscina e apoio dos setores de medicina e nutrição, por exemplo. Outra coisa emergencial é entrar no programa lançado pelo governo para parcelamento das dívidas dos clubes.

Sobre o Conselho Gatão disse ainda que “eles (os conselheiros) precisam participar mais, ajudar mais e não ficar apenas cobrando”. O Conselho havia dado um prazo para a diretoria apresentar uma prestação de contas sobre a participação do Tigre no Campeonato Mato-grossense deste ano. Isso não aconteceu e a ‘cobrança’ foi renovada.

Craques do Rádio 
06/04/2015