23.2.16

Acusações e salário atrasado: Associação Tigre da Vargas e Conselho falam sobre situação


Se dentro de campo o Mixto vai bem, fora dele a situação não é nada animadora. Ainda sem receber o salário de janeiro, o elenco se recusou a treinar nesta segunda-feira, três dias antes de voltar a campo pelo Campeonato Mato-Grossense. Na vice-liderança do grupo A com 8 pontos, o Tigre enfrenta o Luverdense, nesta quinta-feira, em Lucas do Rio Verde. 

Nos bastidores, a situação é ainda pior. Os dirigentes do clube não estão falando a mesma língua e trocas de acusações têm sido comum neste começo de temporada. 

Sem condições financeiras de montar um time, a diretoria do Mixto terceirizou o futebol para a Associação Tigre da Vargas, que ficaria à frente da montagem do time, folha salarial, entre outras demandas. A diretoria e o Conselho Deliberativo ficariam responsáveis por outras demandas, como a casa dos atletas, despesas do dia a dia, entre outras. O problema é que nem todos estão fazendo sua parte, como explica o presidente da Associação, Breno Reis. 

Nelson Vasques e Breno Reis
- Quando assumimos o Mixto, o combinado seria um tridente, com dinheiro vindo da associação, diretoria e conselho. O problema é que somente a associação está fazendo a sua parte. Fica fácil para eles pegar o microfone e criticar nosso trabalho, mas gastamos com outras coisas que não eram da nossa responsabilidade. Isso impactou no pagamento da folha salarial. Mesmo assim, temos metade do valor para pagar os jogadores. Se todos ajudassem, o Mixto não estaria assim. É coisa que vem de outros anos. A falta de união é impressionante. Não sabia que seria tão complicado trabalhar no Mixto - disse Breno, ao GloboEsporte.com.  

Breno afirmou que a a folha salarial do Mixto gira em torno de R$ 70 mil e que a Associação Tigre da Vargas tem R$ 38 mil em caixa. 

- Gastamos 10 mil reais com as viagens que deveriam ter sido pago pela federação. Outros 6 mil para montar a casa dos atletas. Mais 16 mil reais para regularizar os jogadores. Ou seja, nós estamos cumprindo o combinado. São despesas que não eram da associação. Fica complicado, estou bem desestimulado e pensando em sair. Desse jeito não tem como continuar.  A reportagem tentou entrar em contato com o presidente do Mixto, Paulo César Gatão, mas ele não foi localizado.

O presidente do Conselho Deliberativo, Benedito Amorim, se defendeu e afirmou que o clube tem ajudado a associação. Ele ainda disparou contra o amadorismo do clube. 

- O Conselho deu 9 mil reais no começo do ano, ajuda a pagar alguns jogadores como o atacante Buiú, estamos dando todo o suporte necessário, ajudamos na casa, na alimentação. Eles é que querem usar o Mixto como trampolim político. São uns safados. O time ainda está sendo heroi dentro de campo. São jogadores de qualidade, mas que pagam por não ter uma diretoria competente. Se continuar assim, vamos destituir todo mundo - relatou. 

Nesta terça-feira, a expectativa é que ao menos metade da folha salarial de janeiro seja quitada. Os jogadores devem se reapresentar à tarde para retomar os treinamentos. Luverdense e Mixto jogam nesta quinta-feira, às 20h10, no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde. 

Fonte: Robson Boamorte/Globo Esporte
23/02/2016

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