20.5.16

20 DE MAIO: MIXTO COMPLETA 82 ANOS. O TIME DO POVO CUIABANO


Vinte de maio, aniversário do Mixto. Oitenta e dois anos desde aquele dia em que Zulmira Canavarros e Ranulfo Paes de Barros reuniram um pequeno grupo de pessoas em um casarão colonial na Rua Sete de Setembro, no centro de Cuiabá, para fundar o “Mixto Sport Club”.  Uma agremiação esportiva que nascia com a história que poucos no mundo podem se orgulhar: um clube que tinha uma mulher à frente e ousava desafiar todos mostrando que esporte não é privilégio de pessoas do sexo masculino, mas sim de homens e de mulheres.

A instituição Mixto cresceu logo nos primeiros anos de vida e rapidamente ganhou a paixão das camadas populares. Enquanto o Dom Bosco e o Atlético-MT reuniam a elite cuiabana para a prática esportiva, o Alvinegro orgulhosamente atraia todos, bancos ou negros, principalmente os mais pobres, os excluídos da cuiabania. Talvez, por conta disso, a torcida mixtense foi sempre a mais eletrizante deste estado, que carinhosamente apelidou seu clube de Mais Querido.

Esse é o primeiro aniversário do Mixto sem outra mulher que marcou história. Nhá Barbina (falecida dia 26/09/15) comandou a primeira torcida organizada de Mato Grosso. Guerreira, Nhá era a cara do Mixto. Não desistia nunca de lutar e acreditar.

Diferente dos outros clubes, no Mixto a torcida foi sempre protagonista. Não foram poucos os casos nos quais torcedores seguraram a bronca. Torcedores já levaram alimentos para os atletas, já pagaram moradia, salários e até viagens que se não fosse a torcida o clube perderia de W.O.

Não poderia deixar de falar da Boca Suja. A torcida que colocou Mato Grosso na era das torcidas organizadas modernas, criativa e inovadora com cantos de apoio, bateria, bandeiras e faixas gigantescas.

Mas uma sucessão de diretorias amadoras e fracassadas estagnaram o Alvinegro no tempo. O futebol evoluiu e o Mixto parou. Mesmo assim, ninguém ousa ameaçar a supremacia de conquistas: são 24 campeonatos estaduais, um Centro Oeste e o único Tetra Campeão de Mato Grosso (1951/1952/1953/1954 – 1979/1980/1981/1982).

No próximo dia 11 de junho o Tigre passará por eleições. A esperança de todos mixtenses é que vença uma diretoria que finalmente aplique o óbvio, que todo mundo vê menos os dirigentes: negociação com a justiça para limpar o nome do Mixto; foco na categoria de base; trabalho de marketing e fé em sua torcida apostando no sócio torcedor.

Viva o Mixto!

O time do povo cuiabano, o time sem preconceito.

Por Fábio Ramirez

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