Do futebol amador para o profissional - Camisa 10 do Mixto, Eduardo Romarinho fala sobre as boas atuações pelo Alvinegro

Pedro Lima/Olhar Esportivo

Eduardo Romarinho entrou no segundo tempo contra o Nova Mutum (Foto: Gil Gomes/Assessoria Mixto EC)

Os campos de bairros e avenidas de uma cidade muitas vezes são movimentados, com as competições do futebol amador, característico do futebol brasileiro, com a descoberta de talentos individuais. Está certo que essa revelação de craques caiu severamente de uns anos para cá no futebol nacional, mas ainda vemos grandes jogadores migrando da várzea para o futebol profissional, como os atletas Bruno Henrique, de 29 anos, que iniciou no amador, e Michael, 22, que há poucos anos atrás jogava nos tradicionais torneios amadores em Goiás. Ambos estão atualmente com sucesso no Flamengo.

Em Cuiabá não é diferente, com diversos campeonatos amadores por todas as regiões, muitos atletas que disputam os torneios durante o ano, aparecem com oportunidades em clubes do Estadual, afim de buscar um reconhecimento a mais no cenário do futebol. Um deles é o meia-atacante Eduardo Romarinho, como é conhecido, de 22 anos, que veste atualmente a camisa 10 do Mixto.

Eduardinho, como prefere ser chamado, por criar uma identidade própria, já foi campeão da Copinha FMF pelo Cuiabá, e disputou a Segunda Divisão do Mato-grossense pelo Cacerense. Desta vez, no Tigre da Vargas, ganha um pouco mais de sequência no profissional.

“Sabemos que a Copa FMF é uma vitrine e tanto para a rapaziada buscar um algo a mais, que é o profissional né. Já tive a imensa oportunidade de levar um troféu de campeão pelo Cuiabá, subi para o profissional, mas fui pouco utilizado, ia alguns jogos para o banco. A sequência (no profissional) veio quando atuei pelo Cacerense, e agora pelo Mixto”, disse o atacante Eduardo Romarinho ao site Olhar Esportivo.

Eduardinho é franzino, baixo e habilidoso, com características de velocista. Sobre a migração do futebol amador para o profissional, o atacante sabe das diferenças e limitações para a adaptação, mas crê em poder aproveitar as chances pelo Alvinegro.

“Amador é bem diferente do profissional, jogo mais livre pelas pontas, é onde eu tenho vantagens em fazer minhas jogadas que são rápidas e objetivas. Já no profissional, exige o algo a mais, você tem que marcar, jogar em linha, e conforme o técnico pedir. Graças a Deus estou me saindo bem, não tem cadeira cativa, todo mundo trabalha forte, e é um elenco muito qualificado. Vou dar meu máximo durante os treinamentos para quando o professor quiser me utilizar, eu possa corresponder às expectativas e fazer um belo campeonato, se Deus quiser, ter a oportunidade de dar mais um passo no meu sonho.”, explicou.

Com três jogos de titular e um entrando no segundo tempo, ajudando o time a buscar o empate, o jogador fez questão de valorizar o trabalho em conjunto do elenco.

“Momento no Mixto está sendo ótimo, uma camisa de grande peso né, time aguerrido que sempre chega com a força de vontade dos atletas, apesar das dificuldades, graças a Deus, estou me saindo bem junto com os demais do elenco. É remar o barco pro mesmo lado que vamos chegar ao objetivo”, completou o meia-atacante.

O próximo jogo do Mixto é neste domingo (9), pela 5ª rodada do Mato-grossense, em clássico contra o Operário Várzea-grandense, a partir das 15 horas, na Arena Pantanal.

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