Tendência é cancelamento do Estadual 2020 e campeonato 2021 com 12 equipes. Clubes votarão, confira como pode se posicionar cada um

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Fábio Ramirez/MixtoNet

FMF

O futuro do certame mato-grossense 2020 ainda segue indefinido, mas a tendência é um acordo entre as agremiações para o seu não retorno. O impasse principal é sobre as indicações para as vagas à Série D e Copa do Brasil. A situação influencia diretamente o destino do Tigre na Primeira Divisão ou descenso. 

A Federação Matogrossense de Futebol chegou a convocar os dirigentes dos clubes para reunião que aconteceria na última quinta-feira (21), entretanto, orientações do Poder Público para o combate do novo coronavírus obrigou o cancelamento do encontro, sem nova data confirmada. 

Conforme informações levantadas pelo MixtoNet, a deliberação deve ocorrer por meio de votação entre os representantes das equipes que disputam a primeira divisão do estadual. Nos bastidores, entre os dirigentes, comenta-se que o Cuiabá, Luverdense e Dom Bosco sustentam a posição de retorno da competição. Por outro lado, Mixto, Operário VG, União, Sinop, Nova Mutum, Poconé e Araguaia defendem o não retorno. 

O site Olhar Esportivo fez uma série de reportagens com os clubes, no qual os dirigentes alegaram dificuldade financeira, como o Nova Mutum. Outros presidentes, como o do União e do Sinop, afirmaram categoricamente que o cancelamento seria a alternativa viável para preservar a situação contábil das equipes.

Uma das saídas cogitadas é encerrar a competição sem campeão e sem rebaixados e realizar o Mato-grossense 2021 com 12 equipes. 

O MixtoNet entrou em contato com o Diretor de Competições da FMF, Diogo Carvalho, que afirmou a intensão da entidade em retomar o campeonato.

“A intenção da FMF é concluir o campeonato dentro de campo, até porque já temos mais de 75% da competição já disputada. Seria a melhor maneira para podermos realizar as indicações da Copa do Brasil e campeonato Brasileiro Série D”.

Ao ser questionado sobre os elencos dispensados pelos times, Diogo respondeu que esse é um tema ainda a ser debatido. 

“Temos que discutir com os clubes uma maneira de equacionar esse problema. Tem vários assuntos que terão que ser discutido com os clubes para quem sabe voltar a competição”.

Todavia, como já havia acabado o período de inscrição de novos atletas no momento em que o Mato-grossense foi paralisado por conta da pandemia da COVID-19, é muito difícil que as agremiações consigam reunir os mesmos jogadores inscritos até então. Com exceção de alguns com maior aporte financeiro, a maioria dos clubes não possui essas condições. Um retorno sem as regras estabelecidas no regulamento seria facilmente barrado judicialmente.

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