Advogado Eduardo Costa e Silva, sobre petição de torcedores: "não se pode, da maneira que a FMF quer fazer agora, mudar as regras do jogo depois que a bola rola"

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José Boas/G8 SPORTS

Após o Mixto denunciar o que considerou como contradições da FMF – Federação Mato-grossense de Futebol – sobre as decisões relativas à reunião feita, no último dia 23, entre os executivos da entidade e representantes de 7 clubes de futebol que participam da Série A do estadual de 2020 (leia no link: https://is.gd/BFvfjE), um grupo de torcedores de Cuiabá resolveu entrar com pedido à Justiça para que suspendam ou até cancelem o Campeonato Mato-grossense de Futebol 2020. 

O pedido, segundo o documento encaminhado ao TJ-MT – Tribunal de Justiça de Mato Grosso (leia íntegra no link: https://is.gd/qyLNdW), argumenta que o Estatuto do Torcedor não está sendo respeitado e que o regulamento original da competição precisa ser respeitado.

Advogado Costa e Silva

Em conversa por telefone com o advogado que protocolou a ação junto ao Tribunal, Dr. Eduardo Costa e Silva, o jornalismo G8 SPORTS pôde apurar que a petição busca manter a isonomia do campeonato, segundo o que foi garantido no início da competição, com a participação de todos os clubes envolvidos. Explica o advogado:

“Usando uma metáfora do próprio futebol, não se pode, da maneira que a FMF quer fazer agora, mudar as regras do jogo depois que a bola rola! Apesar da COVID-19 e de todos os transtornos que ela tem causado, é imperativo nos lembrarmos que há regras expostas no regulamento do Mato-grossense e no Estatuto do Torcedor que precisam ser respeitadas e seguidas (...) não vivemos em um estado de barbárie, onde um grupo decide o destino de todos... precisamos ouvir todas as partes envolvidas para acharmos uma solução.”

O texto da petição ainda questiona a Federação sobre a viabilidade de continuidade do campeonato, uma vez que parte das equipes que participariam da segunda fase da competição já declararam que se desfizeram de seu elenco e não têm condições financeiras para contratar jogadores para jogar as partidas restantes. 

“A FMF se baseia em dois Projetos de Lei que tramitam no Congresso, mas não podemos administrar a realidade a partir daquilo que um dia pode acontecer, se acontecer! Precisamos de respostas efetivas para estas questões, nem que seja o cancelamento da competição (...) a medida é drástica, mas mais sensata do que isso que estamos vendo”.

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