Associação deixa Mixto e diretoria reassume comando do futebol.


Durou pouco a passagem da Associação Tigre da Vargas no Mixto. Sem alarde, o grupo que comandava o futebol do clube foi deixando o time aos poucos e, atualmente trata apenas de questões comerciais ou marketing do clube. A proposta inicial era que a Associação fosse a principal gestora do clube, principalmente para angariar recursos ao Mixto, que entra na última rodada da primeira fase podendo ser rebaixado à Segunda Divisão.

Afundado em dívidas, o Tigre quase ficou de fora do Campeonato Mato-Grossense, mas a vinda da associação deu sobrevida ao time. O problema é que ao longo dos dois meses que esteve à frente, o grupo de empresários e políticos reclamou que colocou dinheiro onde não tinha obrigação.

Nelson Vasques e Breno Reis, Mixto (Foto: Assessoria/Mixto EC)
Breno Reis (direita) comandava a ATV
Em recente entrevista ao GloboEsporte.com, o então presidente da associação, Breno Reis, falou que "quando assumimos o Mixto, o combinado seria um tridente, com dinheiro vindo da associação, diretoria e conselho. O problema é que somente a associação está fazendo a sua parte. Fica fácil para eles pegar o microfone e criticar nosso trabalho, mas gastamos com outras coisas que não eram da nossa responsabilidade. Isso impactou no pagamento da folha salarial". 
Nesta segunda-feira, logo após a saída do treinador Gilson Paulino, o conselheiro Elber Rocha falou sobre as dificuldades que o time passa.
- A associação já saiu tem um tempo, agora é a diretoria que está correndo atrás para pagar a folha salarial e demais despesas. É complicado, pois o problema do Mixto é a falta de dinheiro e planejamento - se limitou a dizer. 
No mês passado, os jogadores do Tigre chegaram a ficar sem treinar por dois dias por conta de salários atrasados, mas parte do débito foi quitado pela associação. No momento, os jogadores seguem sem receber os vencimentos de fevereiro, mas segundo membros da diretoria o pagamento deve sair nesta semana.

Dentro de campo, o Mixto será comandado pelo supervisor José Carlos da Silva, que assume o time na última rodada após a saída de Gilson Paulino. E o interino terá uma dura missão no domingo, quando o Tigre enfrenta o Operário VG, às 15h, na Arena Pantanal: para não ser rebaixado, o Alvinegro precisa pelo menos de um empate e torcer para o Poconé não vencer o Cacerense. Se o Mixto perder para o maior rival e o Poconé vencer o Cacerense, o Tigre será rebaixado