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OPINIÃO: Cuiabá x Mixto - Afinal, quem foi o derrotado?


Por Prof. Wesley Abu*
Após o apito final ontem à noite na Arena Pantanal, a equipe do “todo poderoso” Cuiabá conquistou mais 3 pontos diante da modesta equipe do Mixto. 

Quando chamamos o Cuiabá de “todo poderoso”, não estamos nos referindo apenas aos jogadores dentro de campo ou à estrutura fora dele, mas sim ao atual poder que o Cuiabá mantém nos bastidores: ele conseguiu antecipar a partida para ontem (sábado, 09/02) e pegou um Mixto exausto, vindo de uma heroica classificação na Copa do Brasil. A equipe dourada teve 10 dias para descansar, enquanto o alvinegro teve menos de 72 horas. Foram 3 jogos em menos de 6 dias!

Além disso, a ala que pertencia aos torcedores cuiabanistas estava decorada com balões (que foram proibidos na final entre Mixto x Dom Bosco na Copa FMF sob a alegação de que poderiam ser utilizados para enforcar alguém). E eu me pergunto: como isso foi permitido?

Dentro de campo deu a lógica: Vitória do Cuiabá! Porém, porque a torcida mixtense não parava de cantar após o apito final? Será que era só empolgação pela Copa do Brasil?

A resposta é óbvia para quem é envolvido com o futebol estadual: o Cuiabá saiu derrotado, apesar da vitória.

O clube distribuiu 1500 cortesias que só davam acesso ao setor oeste do Cuiabá, além de 600 no Sul (também do dourado). Disponibilizou ingressos gratuitos em lojas, shopping e em escolas. Mas o público do dourado foi inexpressivo. Sequer igualou os 1500 ingressos fornecidos gratuitamente. 

Esse jogo para eles era um divisor de águas sobre o predomínio de torcida na cidade de Cuiabá. Afinal, o momento é deles, o poder é deles, o apoio da mídia (carente de um time em um cenário nacional) é deles, a superioridade econômica também é deles. Então será porque eles não conseguiram encher as arquibancadas? A resposta é simples... Amor não se compra.

Mato Grosso tem poucos torcedores apaixonados pelos times locais, isso é verdade. Mas os times tradicionais (que tem muito que aprender com o Cuiabá fora de campo, isso é fato) tem aquele torcedor que ama o time de verdade. Vive o dia a dia da equipe, as dificuldades. Já o torcedor do Cuiabá acostumou a ser tratado como VIP. Ganhando brindes, ingressos e tudo mais, em troca de um "amor".

Mas será que essa medida está sendo eficiente? Acho que o público do jogo de ontem fala por si, que mesmo com um investimento grande do Cuiabá em publicidade e estrutura, provavelmente deve ter gerado prejuízo financeiro ao clube.

Moral da história: os times antigos têm muito a aprender com a organização do Cuiabá, mas o “todo poderoso” dourado tem que entender que não é só futebol. Paixão se constrói, não se compra ou aluga!

* Prof. Wesley Abu é sócio torcedor do Mixto e integrante da diretoria da TBS