17 setembro 2013

Aparecidense vai recorrer da decisão do STJD e julgamento em 2ª instância deve ocorrer

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Em julgamento realizado no STJD da CBF, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, a decisão judicial determinou que a Aparecidense está excluída do Campeonato Brasileiro da Série D e, consequentemente, o Tupi está classificado para as quartas-de-finais da competição para enfrentar o Mixto.

Ainda que a decisão em 1ª instância tenha sido tomada a favor do Tupi, nesta segunda-feira, o advogado da Aparecidense, João Vicente Moraes, afirmou que o clube pretende recorrer por um novo julgamento. Segundo o advogado, a confiança em permanecer na competição ainda é grande no clube goiano. O clube chegou a anunciar que recorrerá na terça-feira.

“Há a possibilidade de 2ª instância e vamos pedir isso. Ela (a 2ª instância) é importante e estamos confiante. Se há possibilidade de recorrer, então é porque o julgamento pode ser alterado”, declarou após a decisão.

O advogado da Aparecidense-GO, João Vicente Moraes, logo entrou em contato por telefone com representantes do clube, em Goiás. Para ele, o voto contrário ao do relator, realizado pelo presidente da sessão, tem um peso muito grande e pode influenciar para que seja pedido o recurso.

Através do twitter oficial do clube, a Aparecidense anunciou, nesta segunda-feira, que entrará com o pedido de um segundo julgamento já na terça-feira. O clube tem, até quinta-feira para fazer o pedido junto à CBF.

O advogado do Tupi, Mário Bittencourt, não acredita que em caso de 2ª instância a decisão seja alterada. O representante do clube mineiro acredita que a procuradoria não recorrerá, pois, segundo ele, a decisão foi justa.

“Tem três dias para entrar com recurso, daí em diante será marcado o julgamento. Precisa saber se eles vão recorrer. Não posso falar por eles e até procuradoria pode recorrer, o que sinceramente eu não acredito, pois foi uma decisão justa. Se eles forem recorrer, vão recorrer em 3 dias. Ganhamos o primeiro tempo, então ainda falta o segundo tempo para sairmos vitoriosos dessa decisão”, declarou Bittencourt ao repórter Ricardo Wágner, da Rádio Globo de Juiz de fora.

O Aparecidense tem até a noite de quinta-feira para entrar com recurso, para que seja julgado no Pleno.

O julgamento do recurso deve acontecer no dia 26 de setembro. Sendo assim, a primeira partida entre Mixto e Tupi ou Mixto e Aparecidense deve acontecer somente no dia 29 de setembro.

Fonte: Futebol Interior - Edição Mixtonet
17/09/2013
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Publicado por: Fábio Ramirez

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Um comentário:

  1. Bob Fernandes

    Do site Terra

    Até esta quarta-feira, os advogados do clube de Aparecida de Goiânia (GO), pretendem entrar com recurso contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que eliminou o time goiano da Série D do Campeonato Brasileiro. Esta foi a pena pela invasão do massagista Esquerdinha que, na partida contra o Tupi, evitou o gol do adversário duas vezes.

    Segundo Wilson Queiróz Brasil, presidente do Aparecidense, o STJA criou uma nova punição para o caso. “Essa é uma decisão única. Já houve invasões antes, de massagistas até e de gandulas, e nenhum clube foi eliminado de um torneio”, disse o dirigente no programa Primeiro Tempo, do canal Bandsports.

    Este será o argumento do recurso que também vai pedir a manutenção do resultado final (2 a 1 do Aparecidense sobre o Tupi) ou a realização de novo jogo. “Não queremos ser prejudicados, mas acho que o Tupi também deve ser prejudicado”, afirmou Queiróz. “Mas o Aparecidense não pode ser penalizado por um ato individual do massagista que fez o que fez no impulso. O clube não teve nada a ver com isso”, completou.

    Os advogados têm até quinta-feira para apresentar o recurso. Com ele, o Aparecidense tenta ainda o efeito suspensivo da pena, o que pode paralisar as quartas de final da Série D. Segundo o especialista em Direito Desportivo, Márcio Cruz, a decisão correta seria a realização de outra partida.

    “O que aconteceu é que o STJD optou por desclassificar a denúncia oferecida pela Procuradoria do artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a qual se demonstrou mais correta, que fala em atuar de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente, para o artigo 205, impedir o prosseguimento da partida, prova ou equivalente que estiver disputando, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma, não havendo como tipificar a conduta do infrator neste segundo dispositivo legal”, observou Cruz.

    O presidente do Aparecidense lembra que a partida continuou até o final, mesmo depois da intervenção indevida do massagista. “E tinha ainda uns nove minutos. Ninguém garante que a gente não poderia ter feito o terceiro gol, se o Tupi marcado”, falou.

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