02 julho 2026

Diário Oficial publica autorização para Governo de MT repassar R$ 3,5 milhões ao Mixto pela Série A Feminina

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O Governo de Mato Grosso vai repassar R$ 3,5 milhões ao Mixto Esporte Clube para custear a participação do time feminino na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O contrato, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (2), foi assinado em 30 de junho pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, comandada por David de Moura Pereira da Silva. A contratada aparece no documento com a razão social "Mixto Esporte Clube em Recuperação Judicial", a mesma condição em que o clube se encontra desde que pediu proteção à Justiça para reorganizar suas contas.


O dinheiro sai do Programa Mato Grosso Série A, criado pela Lei 11.550, de 2021, e regulamentado por decreto estadual. A regra prevê patrocínio a clubes mato-grossenses conforme a divisão que disputam. O valor cresceu ao longo dos anos: foram R$ 1,5 milhão quando as Tigresas jogaram a Série A3, R$ 2 milhões nas duas temporadas seguintes na Série A2 e agora R$ 3,5 milhões pela vaga na Série A1, a elite do futebol feminino nacional. A equipe chegou à primeira divisão em 2026 após a Confederação Brasileira de Futebol confirmar sua entrada com as desistências de Fortaleza e Real Brasília.


Clube avança na reorganização de dívidas

O repasse recorde chega num momento em que o próprio clube ainda quita dívidas sob acompanhamento da Justiça. Em março, o juiz da 1ª Vara Cível de Cuiabá homologou o plano de recuperação judicial do Mixto, aprovado por unanimidade pelos credores presentes à assembleia. Pelo acordo, o clube conseguiu abater cerca de 70% do total devido: de um passivo em torno de R$ 1,38 milhão, passou a pagar aproximadamente R$ 416 mil, de forma parcelada.


A lista de credores inclui ex-integrantes do próprio elenco. Entre os nomes reconhecidos pela Justiça estão jogadoras e uma treinadora que atuaram pelo time, além de fornecedores como empresas de ambulância, panificadora, hotel e serviços de energia. A recuperação judicial foi pedida pelo Mixto para evitar a falência e preservar a instituição, uma das mais tradicionais do futebol mato-grossense, fundada em 1934 e maior campeã estadual.


A concessão do patrocínio a um clube em recuperação judicial é permitida pela legislação, que não veda repasse a entidades nessa situação. O contrato tem vigência de doze meses a partir da assinatura e prevê a fiscalização por servidores designados pela própria secretaria, conforme portaria publicada na mesma edição do Diário Oficial. A reportagem não localizou, até a publicação, manifestação da Secel sobre eventuais salvaguardas para garantir que o dinheiro público seja aplicado exclusivamente na equipe feminina, e não na quitação de passivos anteriores do clube.


Fonte: Fatos de Mato Grosso. Foto: Gabriel Duenhas / Assessoria Novo Mixto

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Publicado por: MixtoNet

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