Após algum período em silêncio sobre seu futuro profissional, o técnico Lucas Isotton confirmou a sua saída do comando técnico do Mixto. Em entrevista exclusiva ao jornal A Gazeta, ele afirmou que chegou a um acordo amigável com a diretoria do Alvinegro da Vargas após a eliminação precoce na segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série D, com duas derrotas diante do Gama (DF).
Na posição de treinador com mais tempo à frente do clube alvinegro, com duas temporadas consecutivas, o técnico disse que "não esperava uma queda rápida na Série D", já que o projeto era avançar o mais longe possível, superando a campanha do ano passado, quando caiu nas oitavas de final para o Cianorte (PR), na melhor de dois jogos, depois de ter eliminado a tradicional Portuguesa de Desportos (SP), no Canindé.
— O projeto e o desejo eram ir o mais longe possível. Brigar por uma das quatro vagas à Série C. Infelizmente caímos diante do Gama. Como já tínhamos garantido o calendário da próxima temporada com o título do Campeonato Mato-grossense, com vagas na Copa do Brasil, Copa Centro-Oeste e mais a Série D, novamente pelo terceiro ano seguido, não temos mais nada para disputar no segundo semestre. Não faria sentido a diretoria manter um elenco e uma comissão técnica sem calendário até o fim do ano. O custo é alto e entendemos a necessidade de romper este compromisso da melhor forma possível. Fica a minha gratidão por tudo que convivi aqui no Mixto —, disse Isotton, que faz questão de demonstrar seu carinho pela diretoria por apostar em seu trabalho.
— Sou muito grato ao Mixto, ao João Dorileo, que nos confiou esta missão de reconduzir o clube ao cenário nacional. Foi o primeiro trabalho à frente de um clube do tamanho do Mixto. A torcida nos apoiou em todas as competições. É um clube que está no meu coração, que levo com muito carinho. Quem sabe um dia poderemos voltar a trabalhar novamente —, frisa o profissional, que deixa o legado de ter comandado o Alvinegro na campanha vitoriosa do Mato-grossense deste ano, além das classificações para a Copa do Brasil e Copa Centro-Oeste.
Lucas Isotton chegou ao Alvinegro da Vargas no fim da temporada de 2024 com a missão de conduzir todo o planejamento de 2025. Na época, logo na primeira competição, levou o clube à semifinal do Campeonato Mato-grossense sem perder sequer um jogo no tempo normal. Caiu na penúltima fase do Estadual para o Primavera, na melhor de dois jogos, após dois empates, e amargou a eliminação nos tiros livres diretos.
Lucas Isotton destaca legado
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| Istotton e seu auxiliar técnico Michel dos Santos |
No período em que esteve à frente do Mixto, o técnico Lucas Isotton comandou a equipe em 57 jogos oficiais. Ao todo, foram 22 vitórias, 24 empates e 11 derrotas. O ponto alto foi a conquista do Estadual deste ano, deixando para trás um longo jejum de 18 anos sem faturar o principal torneio do calendário de Mato Grosso.
Natural do Rio Grande do Sul, o profissional faz questão de ressaltar que fez do Alvinegro da Vargas, em quase dois anos de trabalho, uma equipe com o estilo de jogo do futebol sulista.
— Neste período em que estive no Mixto, trouxe um pouco do futebol gaúcho, de muita entrega, muita raça, dedicação e resiliência. Brigamos do início ao fim sem nos entregar em campo —, ressalta o treinador, que fez a indicação de vários jogadores com passagens por clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Por causa do estilo de jogo com muita marcação, Isotton não deixou de ser cobrado por parte da torcida e da imprensa especializada. A cobrança era por um esquema mais ofensivo, visando resultados mais expressivos. Na campanha do título do Campeonato Mato-grossense, o Mixto registrou duas goleadas por 4 a 0 sobre o arquirrival Operário Várzea-grandense e o Primavera.
Fonte: Luiz Esmael / Jornal A Gazeta. Fotos: A Gazeta

