terça-feira, 7 de junho de 2011

Rivais históricos do Mixto, Operário e União vivem grave crise

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Operário e União, rivais históricos do Mixto, passam por enorme crise. O União está licenciado e tem meio milhão em dívidas, o Operário está rebaixado e abandonado pelos empresários, políticos e cartolas de Várzea Grande. Leiam os artigos do Futebol MT e do Craques do Rádio que ilustram muito bem a situação vivida pelos rivais.
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UNIÃO ESTÁ LICENCIADO
O “Glorioso” viveu 36 anos atrás do tão sonhado titulo, e após a conquista inédita, o time que tem uma das maiores torcidas do Mato Grosso está fora da Copa Mato Grosso. A diretoria criticou a Federação pelo calendário esportivo ao término do estadual.

Um ano após a conquista do Titulo o clube tornou-se um time de apenas três meses. A atual diretoria anunciou que o clube não vai disputar a Copa Mato Grosso. A FMF que foi criticada pelos gestores do União trabalham com um calendário cheio durante todo o ano de 2011.

No inicio do segundo semestre tem a abertura da Segunda - divisão do Mato Grossense. Em agosto terá o inicio da Copa Mato Grosso, o campeão do torneio garante vaga na Copa do Brasil do ano seguinte.
Além da Copinha e a Segundona a FMF também está realizando o campeonato Mato Grossense de futebol Feminino. O Colorado que tanto criticou a Federação está desativado desde a eliminação do time do estadual no dia 13 de abril deste ano.

Alguns torcedores lamentam a ausência do “Glorioso”, na competição neste segundo semestre. O União que durante 36 anos nunca havia deixado de participar de competição oficial da FMF. Após o titulo o time tornou- se uma equipe de turistas, só entram em atividades no estadual e dá adeus ao restante do calendário esportivo.

Torcedores sonham em ver o União disputando uma competição Nacional a torcedora Elizabeth Palhano “TECA”, move uma ação na justiça comum uma ação através da promotoria Pública, baseado no código do Consumidor e no Estatuto do torcedor pedindo a vaga do Colorado na série D de 2011.

Mas com o clube desativado dificilmente a torcedora irá conseguir mobilizar a Justiça.

O atual presidente do Colorado João Batista de Lima, afirmou que o clube deve em torno de R$ 500 mil reais, e que o objetivo da diretoria a levantar recursos para pagar as despesas do campeonato. E se programar para o estadual de 2012.

O União foi fundado em 6 de junho de 1973 por um grupo de amigos que atuavam no futebol amador. O primeiro presidente foi o servidor público federal Lamartine da Nóbrega, até hoje lembrado como um dos grandes responsáveis pela existência do time.Que está desativado.

Fonte: Oséias Freitas/Futebol MT

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OPERÁRIO - FUTEBOL DE VÁRZEA
O Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, fundado em 1º de Maio de 1939, ou o Operário Futebol Clube, que nasceu como clube empresa, carregam o escudo, as cores e o nome do ‘Chicote da Fronteira’, que nasceu para rivalizar o Mixto, do outro lado da ponte. Clube que mais tarde se tornaria seu maior adversário, tanto que na lista de todos os campeões mato-grossenses, ambos dividem 90% dos títulos disputados até aqui.

Ver um campeonato sem o ‘Clássico dos Milhões’, mesmo sem as cifras de décadas passadas, é o mesmo que um Carioca sem Fla-Flu, um Mineiro sem Cruzeiro x Galo, um Paranaense sem Atletiba, ou

o Gaúcho sem o Gre-Nal. Pois, acreditem senhores, isto está prestes a acontecer em Mato Grosso.

Atolados em dívidas e mergulhados em más gestões, ambos enfrentam crises sem precedentes. Pior, no entanto, é a situação do Tricolor. O CEOV, que já havia sido rebaixado para a Segunda Divisão, deu lugar este ano ao OFC, que também sucumbiu a Segundona.

Agora, para completar, surge a notícia de que o Operário está sendo ‘entregue’ para empresários do futebol carioca; isso mesmo, entregue à desconhecidos. Nada contra os fluminenses, com os quais aliás os cuiabanos possuem uma grande identificação cultural e esportiva, afinal o primeiro clube da Capital, o Comércio, de Manoel Soares de Campos, só surgiu após o farmacêutico voltar dos estudos no Ri, e fundar o Estádio do Comércio, onde há anos ainda resiste o atual campo do Liceu Cuiabano.

Mas, cá entre nós: como explicar tal desmando? Será que uma cidade do porte de Várzea Grande, onde dezenas de empresários e políticos, quando não na mesma função, usaram esse mesmo clube para se projetar ou auferir lucros, não têm competência para assumir o único clube de futebol da cidade?Não sabem eles então que o esporte bretão ainda é a mais eficaz ferramenta de inclusão social? Que, no marketing, não há retorno mais rápido e barato para se divulgar um produto ou uma cidade? Que em 2014 a Copa do Mundo será em Cuiabá, e Várzea Grande ganhará um Centro de Treinamento Oficial como legado para o clube? Que como investimento nas divisões de base e em outras modalidades olímpicas o clube pode ter direito a polpudas cifras do Ministério dos Esportes?. Isso sem falar nas negociações dos jogadores com grandes clubes.

É, pelo visto não sabem mesmo, ou fingem não saber, ou talvez tem medo de acreditar que a profissionalização, com uma gestão moderna, pode sim ser um grande negócio.

Fonte: Oliveira Jr./Craques do Rádio
06/06/2011
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Publicado por: Fábio Ramirez

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