22 junho 2026

Opinião: Classificação ainda é possível, mas o Mixto paga pelos erros na gestão do elenco

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Por Ricardo Freitas*


A derrota para o Gama por 2 a 1, jogando em casa, deixou o Mais Querido em situação delicada, tendo que vencer no Bezerrão para continuar sonhando com o acesso. O resultado ruim é reflexo direto do caminho trilhado pelo Mixto na gestão de seu elenco:

1. Após uma primeira fase apertada, com o time se classificando na 4ª posição, com uma das piores campanhas entre os classificados e apenas duas vitórias em 10 jogos, a diretoria do Mixto não contratou nenhum reforço. Vale lembrar que a janela de transferências esteve aberta até a semana passada e era permitido contratar atletas que atuaram na primeira fase por equipes eliminadas.

2. A falta de contratações deixou a equipe com um elenco reduzido, sobrecarregando os atletas. O próprio técnico Lucas Isotton declarou que os jogadores estão exaustos. 

3. Como consequência, justamente quando começa a fase decisiva da competição, o time acumula atletas lesionados. Na véspera do jogo contra o Gama, o Mixto perdeu três titulares por lesão: Di Maria, Jackson e Xuxa. Sem contar peças de reposição que também se lesionaram, como o defensor Romércio. O Mixto foi para um jogo decisivo sem um zagueiro reserva. Se alguém se machucasse durante a partida, a defesa precisaria ser improvisada. Em pleno mata-mata, o Mixto tem um elenco de apenas 17 jogadores de linha aptos a atuar - nem equipe para um coletivo apronto no treinamento tem mais. 

4. A decisão de inverter os vestiários do Mixto no Dutrinha, quebrando uma tradição histórica de mais de 73 anos, foi um erro brutal de gestão. A medida desrespeitou a nossa história e demonstrou que o clube quer fugir de sua própria torcida. Muitos criticaram a comemoração do Gama com seus torcedores no Dutra, mas aquilo mostrou uma conexão entre time e torcida, algo que a gestão de futebol do Mixto parece buscar evitar.

A entrada do time nos braços da torcida, em um corredor polonês, era algo original e único do Mixto. Ali, os atletas sentiam o calor de sua gente. Agora, o time entra no estádio escondido de sua torcida, por um portão de saída de emergência, sem qualquer conexão com os torcedores.

O argumento de que a pressão da torcida atrapalharia o desempenho dos atletas é de uma frouxidão sem tamanho. Jogador que não sabe lidar com a pressão da própria torcida não deveria atuar em clubes de massa. Ou será que é a equipe técnica do Mixto que não sabe lidar com essa pressão?

A prática mostrou o tamanho do erro. O time continuou apresentando um futebol mediano. Ou seja, a culpa não era da torcida. E o pior: a gestão do Mixto colocou a torcida mixtense em uma armadilha, com a equipe adversária entrando e saindo de campo no meio dos torcedores alvinegros. Era apenas questão de tempo para que algum torcedor exaltado passasse dos limites e provocasse uma confusão com os adversários, como aconteceu contra o Gama.

Os pontos citados mostram a desastrosa gestão do elenco mixtense. Culpa do técnico Lucas Isotton e de sua comissão técnica? Talvez. Mas quem comanda o futebol é o diretor executivo Murilo Gomes, o presidente Ítalo Freitas e o gestor Dorileo Leal.

Apesar de tudo, ainda é preciso acreditar. O Mixto é gigante e já reverteu placares como esse. Nossa tradição mostra que o Alvinegro gosta de aprontar contra favoritos. Além do mais, temos um time calejado em mata-matas, campeão estadual, e não seria surpresa uma vitória por um gol de diferença seguida de classificação nos pênaltis.

O que nos resta agora é torcer. Mas quem nos colocou nessa sinuca de bico foi a nossa própria gestão.

*Artigo de opinião enviado pelo torcedor. Envie seu texto para contato@mixtonet.com
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Publicado por: MixtoNet

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